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Items tagged with: emprego
Tag was last used: May 26, 2009
 
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TIG Blogs
Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  May 6, 2009

  Portal Busca Jovem tem oferta de 1.900 vagas

Das vagas postadas, 99% são para jovens com ensino médio e idade acima de 18 anos. Segundo a pesquisa “Jovens e Trabalho no Brasil - desigualdade e desafios para as políticas públicas”, da organização Ação Educativa, em parceria com o Instituto IBI e apoio do Dieese, 41,3% dos jovens...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Dec 2, 2008

  Parceria do portal Universia abre oportunidades profissionais para jovens

O Universia Brasil firmou parceria com a Trabalhando.com.br, subsidiária brasileira da chilena Trabajando.com, que está no Brasil desde novembro, para oferecer oportunidades de estágios, programas de trainee e empregos pelo serviço Universia Emprego. Com essa parceria, os usuários...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Oct 28, 2008

  Mais de 70% dos jovens brasileiros não têm nível de educação para conseguir emprego, diz BID

Da Agência Brasil Mais da metade dos latino-americanos entre 15 e 19 anos não têm um nível adequado de educação para conseguir um trabalho bem remunerado. No Brasil, o percentual de jovens nesta situação é de 71,6%. Os dados foram divulgados nesta segunda (27) pelo do Banco...... [view]

Posted By:  ndakotabr21
Posted On:  Oct 27, 2008

  Procurando Emprego

Estou postando aqui meu currículo; Sintam-se livres para convidar-me a ministrar palestras, treinamentos e até mesmo contratações CLT na área de informática e educação (presencial e a distância) Me disponibilizao para trabalhos filantrópicos e de carater social. ...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Oct 14, 2008

  Jovens representam 63% do total de desempregados, afirma estudo do Ipea

As pessoas que têm entre 15 e 29 anos de idade representam apenas 26,4% da população, mas são 63% do total de desempregados do país. Estes números fazem parte de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que utilizou números da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Sep 25, 2008

  Grupo Votorantim Finanças terá 200 vagas para Programa Aprendiz

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) está com 19 vagas abertas para aprendizes no Grupo Votorantim Finanças distribuídas em 11 cidades do País. No total, 200 oportunidades deverão ser abertas até o final do ano. As oportunidades foram criadas a partir de um convênio firmado em...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Sep 23, 2008

  Universia traz lista com 60 programas de estágio e trainee

O segundo semestre é uma época propícia para que os universitários encontrem uma boa colocação profissional. Adquiridos os conhecimentos essenciais da sua área de atuação, já é hora de procurar um estágio para colocar em prática o conteúdo absorvido em sala de aula. O portal...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Sep 23, 2008

  BA realiza oficina para inserção da juventude na agenda do trabalho decente

Em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo da Bahia realiza em Salvador, hoje e amanhã, a Oficina de Planejamento do Plano de Implementação do Eixo Juventude na Agenda do Trabalho Decente. O secretário nacional de Juventude, Beto Cury, da Secretaria-Geral da...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Aug 15, 2008

  Pesquisa analisa o jovem brasileiro no mercado de trabalho

No Brasil, 66% dos 53,9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos estão no mercado de trabalho, enquanto cerca de 40% apenas estudam. A informação faz parte da pesquisa “Jovens e Trabalho no Brasil – Desigualdades e Desafios para as Políticas Públicas”, que será lançada no próximo dia...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Aug 12, 2008

  Jovens ocupam 7,8% dos empregos gerados no Brasil, diz OIT... Vergonhoso.

Dos 14,7 milhões de empregos gerados entre 1986 e 2006 no País, os jovens entre 15 e 24 anos ocuparam apenas 7,8% do total. É o que aponta uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ser lançada em outubro. Com o apoio do projeto de Promoção do Emprego de Jovens na...... [view]

Posted By:  Muhate
Posted On:  Jan 3, 2008

  Juventude, emprego e autoemprego

Gostaria de neste post buscar comentários, ideias, criticas e tudo o que se julgue importante sobre os jovens e o mercado de trabalho. Também podemos aqui trocar impressões sobre o auto emprego, sobre como é que os jovens podem buscar auto-emprego, e qual é o papel dos governos, do...... [view]

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Toolkits & Publications

  Formação profissional é foco de programas para jovens

Submitted By:   prfarine
Author Name:  Rodrigo Zavala, da Rede Gife
Published:  0000-00-00

Website:  http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=3750
  Description:   Os institutos, fundações e empresas de origem privada não apenas priorizam a juventude em seus investimentos sociais, como o foco de atuação é a inserção do segmento no mercado de trabalho. Essas conclusões são fruto do Censo GIFE 2007-2008, mapeamento que o GIFE faz sobre o Investimento Social Privado (ISP) de seus associados, que nesta edição traz uma publicação especial dedicada à faixa-etária. Realizado em parceira com o IBOPE Inteligência/ Instituto Paulo Montenegro e do Instituto ibi, o levantamento mostrou que 77% da Rede GIFE atuam em programas para jovens (em pelo menos uma das três faixas etárias – de 15 a 17 anos, de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos). Destes, cerca de 80% trabalham com temas relativos à educação e formação para o trabalho. As ações de apoio ao desenvolvimento formativo dos jovens para aumentar suas oportunidades de inclusão social, em especial na geração de trabalho e renda, também aparecem na pesquisa, nas ações de 45% dos respondentes. “O foco na inserção no mercado de trabalho atende a uma demanda evidente desse público, o mais atingido pelo desemprego jovem”, lembra a consultora especial do Instituto de Cidadania e membro do Conselho Nacional da Juventude, Helena Abramo, responsável pelo Censo Juventude. Embora se restrinja ao universo de 80, das 101 organizações associadas ao Grupo, na época da consulta, o levantamento aponta para as tendências do conjunto do investimento social do setor no país. Isso porque a Rede GIFE é considerada referência nacional na realização planejada de investimentos no campo social. Para saber, o setor privado brasileiro investe cerca de R$ 5.3 bilhões por ano no campo social, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O GIFE representa 20% desse montante, com R$1,15 bilhão (base 2007), enquanto o resto do investimento está diluído em mais de 500 mil empresas. Aprofundamento dos dados Entre os associados GIFE, o crescimento da atenção aos jovens se verifica desde o Censo 2005-2006, quando ficou evidenciado que a principal faixa etária a compor o público-alvo de seus associados foi o grupo dos 15 aos 24 anos. Neste Censo a tendência se confirma: o grupo etário mais visado pelas atuações é aquele na faixa etária entre 18 e 24 anos, que recebe ações de 67% dos associados; logo atrás vêm os grupos de 15 a 17 anos (para quem 59% dos associados dirigem ações) e o grupo entre 7 e 14 anos (51%). Caso seja considerada a faixa mais ampla que tem sido definida como juventude (de 15 a 29 anos), 81% dos associados a têm como público-alvo.”O tema juventude entrou na agenda política brasileira na última década, com ações de movimentos sociais e do governo. O setor privado acompanhou essa tendência, que na verdade é mundial”, afirma Helena Abramo, lembrando que o ano 1985 já havia sido instituído como o Ano Internacional da Juventude, pela Organizações das Nações Unidas (ONU). No total, são quase 600 projetos ou programas voltados especificamente para jovens, somando aqueles executados diretamente pelos associados – ou aqueles executados por terceiros e financiados por eles. O número total de jovens envolvidos nas iniciativas passa de 9 milhões (9.111.731). ”O alcance do benefício é um dado complexo, pois há projetos que beneficiam 5 jovens, há outros que atingem a 1 milhão. Isso pode ser explicado por exemplos simples: enquanto um associado oferece bolsa de estudos para estudantes, outro fornece tecnologias de aprendizados para um rede pública de ensino”, argumenta Helena Abramo. Investimento Para atender aos 9 milhões de jovens, os associados destinam mais de R$ 130 milhões para seus programas ou projetos. O dado relativo ao investimento, contudo, alerta para certa ambigüidade presente na importância atribuída à juventude neste universo: embora o público juvenil seja eleito como foco das ações, o volume de recursos aplicados não passa de 11,5% do volume total de investimento do Grupo. Segundo a socióloga Helena Abramo, as explicações para essa questão se centram na nas diferentes estratégias adotadas pelas instituições. A primeira está na prioridade dada ao segmento frente a outros investimentos sociais: para 29%, ele é a base dos programas; para 39%, ele é um entre outros, constituindo parte de programas maiores; e em 33% das organizações, esta variação está presente em suas definições interna, em que a juventude pode ser considerada público preferencial de alguns projetos, enquanto compõem com outros segmentos, o alvo de outros projetos. Além disso, também é importante analisar que variam o montante de investimento e o público atingido entre diferentes associados. Enquanto algumas instituições (apenas 3 dos respondentes) investem 100% do seu ISP em programas para jovens, outras (9, ao todo) destinam menos de 10% dos recursos para ações sociais; a proporção daqueles que investem mais de 50% não passa de 20%. Por que jovens? A maior parte dos motivos se relaciona, de um lado, 66% dos respondentes, aos fatores que tornam a juventude um segmento populacional especialmente afetado pela estrutura social e conjuntura histórica (peso demográfico, desemprego, índice de violência etc) e, por outro, 63% dos associados, o papel que os jovens podem ter na sociedade – como protagonistas de mudanças sociais e desenvolvimento. Por fim, a percepção de que faltam políticas públicas para o segmento é destaque em 43% das respostas. Diferentes pesquisas corroboram para essa visão. De acordo com o relatório Jovens em Situação de Risco no Brasil, divulgado pelo Banco Mundial em 2007, as taxas de desemprego excepcionalmente altas entre jovens de 16 a 24 anos resultam em rendimentos anuais perdidos de até R$ 1,2 bilhão. Pelo levantamento, um em cada cinco jovens trabalha e estuda simultaneamente e 60% dos brasileiros entre 15 e 19 anos são trabalhadores não-pagos ou sem carteira de trabalho assinada. São dados preocupantes que terão um impacto extremamente negativo a curto e longo prazo. Outra pesquisa, esta realizada pelo Ipea, mostrou que cerca da metade do total de desempregados no Brasil tem entre 15 e 24 anos. Segundo os dados do estudo, a proporção entre o número de jovens desempregados e o total de pessoas sem emprego no País era de 46,6% em 2005, a maior taxa entre os dez países pesquisados. No mesmo período, no México, esta proporção é de 40,4%; na Argentina, de 39,6%; no Reino Unido, de 38,6%; e, nos Estados Unidos, de 33,2%. A pesquisa chama atenção também para a defasagem escolar. De acordo com o estudo, cerca de 34% dos jovens entre 15 e 17 anos ainda estão no ensino fundamental, enquanto apenas 12,7% dos jovens de 18 e 24 anos freqüentam o ensino superior. "Em suma, com o aumento da idade diminui a freqüência de jovens à educação escolar", aponta o estudo. Esse contexto explica, pelo menos em parte, porque os associados colocam a educação e trabalho como as prioritárias. “Mas a discussão do trabalho é muito polêmica no país. Quanto esses programas são capazes de impactar no segmento? O aumento da escolaridade significa inserção no mercado?”, questiona Helena Abramo. Avaliação Os participantes do Censo GIFE acreditam, majoritariamente, no impacto positivo na vida dos jovens beneficiados, principalmente com relação a chances de acesso, retorno e desempenho escolar e à profissionalização/capacitação para o trabalho, em alguns casos promovendo sua inserção no mercado de trabalho. Essa percepção sobre a importância das ações para os jovens segue na mesma linha da avaliação que os associados fazem do conjunto de suas ações: 55% avaliam que o impacto causado sobre os beneficiários é positivo, e mais 36% o percebem como muito positivo. ISP como inovação Para o ex-diretor regional para a América Latina e Caribe da Fundação Kellogg, Francisco Tancredi, os investidores sociais devem assumir o que ele chama, humoradamente, de “Escala Tancredi de Ousadia em Filantropia” . O modelo nada mais é que uma linha evolutiva do próprio ISP: aquela que se diferencia da prática tradicional da filantropia pela ação estruturada, planejada, e que busca resultados mensuráveis. Segundo ele, existem três tipos de estratégia: a) o fazer o bem: “quando o investidor social tem um trabalho comunitário nobre, mas limitado, com retorno imediato”; b) o de inovar: “quando o investidor financia uma idéia para se tornar uma tecnologia social inovadora, que seja eficaz para mudar uma realidade. Esta estratégia exige certa pré-disposição para a perda. Mas, quando a idéia dá certo, é como ganhar na loteria”; e c) o de incidir em políticas públicas: “quando o investimento se centra em inserir essas tecnologias inovadoras em políticas nacionais, seja de educação, cultura ou saúde. Em que você mude sistemas públicos”. As colocações de Tancredi levam ao seguinte raciocínio: para os próximos passos, associados devem encaram com mais ousadia seus projetos em juventude. “O investidor social privado deve iluminar caminhos, despertar a sociedade para temas que não estavam em pauta. Não pode apenas remendar situações”. Tal como Helena Abramo, ele acredita que existe um passo importante para trabalhar com jovens, percebendo-o como agente de transformação social. “Ele deve ser um ator político, para pensar o país que o Brasil quer ser no futuro. Não podemos tê-lo apenas como um beneficiário de projetos de qualificação profissional. O prisma para enxergá-lo é maior”, crê o ex-diretor do da Fundação Kellogg. Um dos passos para isso é escutar o jovem, acredita um dos membros do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Rui Mesquita, Program Associate da Fundação W.K. Kellogg para a América Latina e o Caribe. Ele lembra da 1ª Conferência Nacional da Juventude, realizada em abril deste ano com a participação de 400 mil pessoas, que definiu 22 políticas públicas prioritárias para o segmento. Legitimadas por movimentos juvenis de todo o Brasil, além de temas como educação e trabalho, as proposições abarcam cultura, saúde e sexualidade, participação política, meio ambiente, segurança e direitos humanos, diversidade e políticas afirmativas, esporte e lazer, fortalecimento institucional da política da juventude, mídia e tecnologia da informação, drogas, cidades, família, campo, povos e comunidades tradicionais. “Essas demandas podem ser caminhos que os associados e, por extensão, do investidor social brasileiro, adotem para a diversificação de seus projetos”, acredita Rui. Contexto Segundo o Censo Juventude, é possível ter uma medida da amplitude e da diversidade que tem ganhado esta questão, no plano internacional, quando a juventude entrou na agenda de dois atores muito diferentes na sua constituição e propósito: o Banco Mundial e o Fórum Social Mundial. O primeiro, entre suas ações, produziu recentemente o “Relatório de Desenvolvimento Social 2007: o desenvolvimento e a próxima geração”. O segundo, inclui, desde sua primeira edição, um espaço especial para os jovens, consubistanciado pelo no Acampamento Internacional da Juventude, que, na última edição no Brasil, em 2005, reuniu 35 mil jovens de diferentes países. No plano continental, a articulação dos países da América Latina com dois países ibéricos ligados à sua história (Portugal e Espanha) gerou uma série de cooperação intergovernamental, fomento e estímulo para a implantação de uma agenda voltada para a Juventude: desde 1987, a realização de Conferências Intergovernamentais sobre Políticas Públicas de Juventude e a estruturação da OIJ (Organização Ibero-americana de Juventude) são os principais marcos. O Brasil, polarizado por uma agenda interna diferenciada, incorporou-se a essa movimentação um pouco mais tarde, com algumas singularidades. No período sbsequente à reestruturação democrática e ao processo constituinte, quando se reoganizaram as pautas referentes aos direitos e às políticas públicas, o esforço da movimentação social ficou concentrado no tema urgente e dramática da infância e da adolescência, que pautou a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apenas mais recentemente, depois da segunda metade dos anos 1990, é que a “questão da juventude” entrou efetivamente na pauta. É a partir desse período que se pode observar “a passagem das políticas de Juventude como estado de coisas para a formação de uma agenda pública que considera os jovens como um problema político, isto é, como objeto especifico de intervenção do Estado”, aponta o Censo. No plano governamental, assistimos à proliferação de organizamos gestores específicos de Juventude nos âmbitos municipal, estadual e federal, principalmente com a proposição e criação da Secretaria Nacional da Juventude e do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), ambos definidos por decreto presidencial em 2005, além de iniciativas no Legislativo, como a criação da Frente Parlamentar, que desenvolve o debate sobre a elaboração de um plano nacional para o segmento. No que cerne as políticas públicas, o programa federal mais significativo foi o o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM). Executado em parceria com os governos estaduais e o Distrito Federal, por meio dele, jovens entre 18 e 24 anos que não concluíram o ensino fundamental têm oportunidade de elevar seu grau de escolaridade, tal como oferece qualificação profissional voltada à inclusão social e estimula a prática de ações comunitárias e o exercício da cidadania. O jovem matriculado no ProJovem recebe um benefício de R$ 100,00 mensais durante o período do curso (12 meses), desde que cumpra as metas estipuladas e tenha freqüência mínima de 75% nas aulas. Segundo o secretário executivo do Conjuve, José Eduardo de Andrade, as previsões orçamentárias para o programa ficaram em torno de R$ 4 bilhões para os próximos três anos. “Mas é uma previsão, pode não ocorrer. Daí a importância do ISP nessas ações. Esses investidores estão na vanguarda das ações sociais”, alega. Organizações de origem privada Tal como nas políticas governamentais, também foi crescente o número de ações realizadas por diversas entidades da sociedade civil organizada e do setor empresarial. Movimentos de articulação público-privadas, na busca de parâmetros para programas e na criação de redes sociais. De acordo com a pesquisa “As fundações privadas e as associações sem fins lucrativos no Brasil”, que levantou dados sobre 275.895 entidades, em 2004, houve um crescimento de organizações voltadas para a promoção e defesa dos direitos (em especial das crianças e adolescentes). Promovido pelo IBGE, IPEA, GIFE e Abong, o levantamento mostrou que esse tipo de entidade representava 16% do total, sendo que ¾ delas foram criadas a partir de 1990. Em 2006, o IBGE realizou uma nova pesquisa, focada neste último conjunto, sobre as “Entidades de Assistência Social Privada sem Fins Lucrativos” (PEAS), em que se notou a importância do público adolescente e jovem como foco das ações: das 16.089 entidades pesquisadas no país, 51,7% desenvolvem ações que envolvem pessoas com idades entre 15 e 24 anos; 46% na faixa de 7 a 14 anos. Outro estudo, este realizado pelo Ipea em 2006, diagnosticou que, entre os anos de 1999 e 2003, os jovens começaram a despontar como um grupo significativo nas empresas que realizam ações sociais. O percentual de organizações do setor privado com projetos para o segmento cresce de 23% (em 1999), para 39% (2003), com foco principalmente na qualificação profissional.
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  Os novos papéis de empresas, sindicatos e trabalhadores diante das transformações no mundo do trabalho

Submitted By:   prfarine
Author Name:  Fátima Cardoso, para Instituto Ethos
Published:  0000-00-00

Website:  http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=3600
  Description:   Uma conversa que leva à convergência. Assim Paulo Itacarambi, vice-presidente-executivo do Instituto Ethos, abriu o III Seminário Capital e Trabalho - Compromisso Estratégico para a Sustentabilidade, realizado no dia 12 de setembro, em São Paulo, pelo Portal Gestão Sindical, pelo Instituto Ethos e pelo Observatório Social. O evento reuniu representantes de sindicatos, da academia, de empresas e do governo para debater o tema sob quatro aspectos: o desemprego; a implementação da democracia participativa; a desigualdade e a concentração de renda; e a capacidade do Estado de criar condições de desenvolvimento sustentável. Paulo Itacarambi ressaltou que uma sociedade a caminho da sustentabilidade "demanda produtos e serviços sustentáveis, cujos impactos econômicos, sociais e ambientais sejam equilibrados". Nesse caminho, é fundamental que as empresas pratiquem ações de responsabilidade social, mas isso não é suficiente: "É preciso ter um mercado socialmente responsável e, para isso, é necessário criar mecanismos que desenvolvam esse mercado". Para ele, alguns pontos são obrigatórios na questão do trabalho em uma sociedade sustentável, como elevar os direitos humanos no Brasil ao mesmo patamar do desenvolvimento econômico. "A décima economia do mundo não pode conviver com esse nível de desrespeito aos direitos humanos, nem com essa desigualdade e essa concentração de renda", afirma. Mecanismos democráticos de participação dos trabalhadores também devem ser implementados pelas empresas. Além disso, é papel dos três níveis de governo liderar o processo político e criar mecanismos que reconheçam as empresas e os trabalhadores que já estão mudando as relações de trabalho. Um ponto fundamental, entretanto, é a incorporação da agenda do trabalho decente, quaisquer que sejam as relações de trabalho. Paulo Sérgio Muçouçah, consultor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, lembrou que há dois anos o Ministério do Trabalho e Emprego lançou a Agenda Nacional do Trabalho Decente, cujo objetivo é gerar mais e melhores empregos para combater a pobreza e a desigualdade social. Segundo a OIT, trabalho decente é "um trabalho produtivo, adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade e segurança e capaz de garantir vida digna a todas as pessoas que dependam do trabalho para viver". Para o consultor, mais do que um conceito, "esse é um paradigma que aponta para estratégias de ação frente aos rumos da globalização e à crise mundial de empregos". No Brasil, de acordo com Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, estabelecer o trabalho decente ainda é um dos grandes desafios para o crescimento sustentável do país, ao lado do combate ao trabalho análogo ao escravo e ao uso de mão-de-obra infantil. O país, entretanto, tem avançado na meta de criação de empregos, proporcionados pelo crescimento em vários setores da economia nacional. Para o ministro, o acesso ao mercado de trabalho formal significa para um brasileiro muito mais do que garantir a renda no final do mês. "Na sociedade brasileira, a carteira de trabalho assinada é o mais forte elemento de cidadania. Isso aumenta a auto-estima e até a produtividade do trabalhador", afirma. Com o objetivo de preparar os trabalhadores para conseguir melhores empregos, os investimentos federais em qualificação profissional têm girado em torno de R$ 800 milhões por ano, segundo o ministro. "Qualificação dos trabalhadores, com responsabilidade social empresarial, é o que dá sustentabilidade ao crescimento da economia", acredita Lupi. Para Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o tom eufórico do ministro do Trabalho ao citar os números positivos da economia brasileira nos últimos anos é justificável. "Se, nos últimos 25 anos, o Brasil tivesse mantido a rota de expansão dos períodos anteriores, seria hoje a terceira economia do mundo e teríamos 90% de trabalhadores com carteira assinada, e não apenas 48%", afirmou. Pochmann lembrou que ainda há um déficit de quase 8 milhões de postos de trabalho no país. Entretanto, a criação de empregos para o futuro terá de ocorrer em um modelo diferente do que tem prevalecido nos últimos dois séculos. "Na economia capitalista, a inserção no emprego acontece pelo crescimento da atividade econômica e aumento da produção. Mas isso, hoje, é ambientalmente insustentável", disse Pochmann. De acordo com ele, um dos desafios para o futuro é a transição para a economia do imaterial. "O padrão do 'ter' está condenado, pois é insustentável do ponto de vista ambiental", atesta. "Temos hoje 1 bilhão de carros no mundo. Podemos chegar a 2 bilhões, mas aí vamos visitar a savana da Amazônia", ironizou, numa referência às previsões de que as mudanças climáticas poderão transformar boa parte da floresta em uma vegetação mais parecida com a do Cerrado. O deslocamento para o trabalho imaterial - ou seja, para a área de serviços - já está ocorrendo nos países mais desenvolvidos. Lá, segundo Pochmann, a maioria dos novos empregos gerados estão nessa área. Para isso, no entanto, é preciso investir muito mais em educação, e não apenas na qualificação profissional. De acordo com Pochmann, no futuro, diante de uma expectativa de vida que deve chegar aos 100 anos, não haverá motivo para as pessoas entrarem no mercado de trabalho antes dos 25 anos, o que lhes permitirá permanecer estudando até essa idade. "O trabalho imaterial exige conhecimento, não força física. E a educação deve formar as pessoas para a vida toda, não para entrar mais cedo no mercado de trabalho", diz Pochmann. Segundo ele, isso já acontece no Brasil, onde "os filhos dos mais ricos entram no mercado após os 25 anos de idade e mais bem preparados, ocupando os melhores empregos. Já os filhos dos mais pobres começam a trabalhar mais jovens, chegam mal preparados e ficam com as piores colocações". Este é o momento, segundo Marcio Pochmann, de ruptura com os padrões da sociedade urbana/industrial. Uma das transformações importantes é a extensão da jornada fora do local de trabalho. "Com as novas tecnologias, o trabalhador se tornou parceiro da produção. Com celular e acesso à internet, trabalha em qualquer lugar e a qualquer hora, resolvendo problemas ou lendo planilhas", explica. "Não há razão para que quem trabalha dessa maneira tenha uma jornada superior a 12 horas semanais no local de trabalho", completa Pochmann, indo muito além das pretensões do movimento sindical, que luta para que o Congresso Nacional aprove algum dos vários projetos de lei e propostas de emenda à Constituição que reduzem a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A própria atuação dos sindicatos, diante das transformações no mundo do trabalho, também passa por mudanças. Para o ministro Carlos Lupi, "a grande questão do sindicalismo moderno é dar aos trabalhadores melhores condições para, conseguirem acordos mais favoráveis, e também atuar por um pacto social, sentar à mesa com empresários e ver qual é o papel da empresa na vida das pessoas". Vários exemplos sobre essa nova forma de atuação já estão espalhados pelas empresas. Um deles é o Diálogo Social da Basf, uma rede que une os 5.000 trabalhadores da empresa na América do Sul e estabelece um canal de diálogo com a direção da companhia. A rede nasceu em 1999, por iniciativa dos funcionários, e conta hoje com o apoio da direção para que se fortaleça cada vez mais. "Essa é a nova realidade, e os gestores têm de aprender que as relações entre a empresa e os trabalhadores mudaram", afirma Wagner Brunini, diretor de Recursos Humanos da Basf. (Instituto Ethos)
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  Estrategia de Emprego e Formação Profissional em Moçambique

Submitted By:   Muhate
Published:  2008-07-12

Website:  http://www.basiliomuhate.blogspot.com
  Description:   Se um País tem uma estratégia de emprego e formação profissional a falhar, significa que existe uma perspectiva futurista bastante preocupante, tanto do ponto de vista de redução dos índices de desemprego, principalmente para os jovens, tanto de cumprimento daquilo que é uma das apostas do Presidente Armando Guebuza que é a criação da riqueza por via do empreendedorismo e do auto-emprego. Recentemente a Sra Abiba Tamele, Directora do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional de Moçambique (INEFP), veio a público afirmar que a estratégia de emprego e formação profissional de Moçambique está a falhar. O Problema afecta a milhões de Moçambicanos. Os jovens formam-se nas escolas técnico-profissionais e não encontram postos de trabalho, não têm facilidades de acesso ao crédito para iniciar uma actividade económica, e geram-se casos de criminalidade e outros males sociais. O empreendedorismo juvenil em Moçambique está “encravado” pela falta de uma “alavanca” financeira subsidiada. O INEFP já reconheceu que a estratégia de emprego, uma das principais preocupações dos Moçambicanos, em particular os jovens, está a falhar, o que já representa um passo importante para alterar o cenário. Passam-se cerca de 2 anos deste o lançamento desta estratégia que vai até 2015, o que pode permitir que o governo Moçambicano ainda tome em consideração a alteração deste cenário. O INEFP devia encomendar um estudo para apurar dados que lhe são necessários para o seu trabalho. Moçambique precisa de ter uma informação estatística eficiente sobre o mercado de trabalho. Ninguém sabe dizer ao certo qual é a taxa de emprego ou desemprego em Moçambique ou quando é que se fez um estudo completo sobre o mercado de emprego em Moçambique. Um instituto de emprego deve ter ao menos uma relação de instituições de formação técnico-profissional existentes no País e a capacidade de anualmente obter dados sobre a disponibilidade de novos formados em diferentes áreas técnicas para, dai saber que necessidades o País tem em termos de formação profissional. Pode também ser criado um sistema de gestão que permita que todas as admissões ao mercado de trabalho pelo Governo e sector privado sejam reportadas ao Ministério do Trabalho e INEFP, de modo a que haja mais dados sobre quantas pessoas entram para um novo posto de trabalho em Moçambique. Descentralizar a área de formação Profissional Um dos maiores problemas que o INEFP actualmente enfrenta é o facto de o Instituto, consciente da sua capacidade de formação de técnicos, ainda não assumiu a descentralização da área de formação profissional que lhe compete, facto que representaria uma mais-valia para aquela instituição. É importante que o INEFP estabeleça parcerias com instituições de formação técnico-profissional e que estas efectivamente desempenhem um papel chave na formação profissional ou ainda, como muitos defendem, é preciso que o INEFP passe a responsabilidade desta ares, sob forma de acordo de parceria, a uma outra instituição que possa faze-lo sendo subsidiada pelo estado. Os números que anualmente são divulgados relativos à formação profissional do INEFP são ínfimos do ponto de vista das necessidades do País, e esse cenário tem que ser alterado. O Desemprego nos jovens A falta de dados estatísticos fiáveis sobre o emprego não permitem uma boa análise desta situação em Moçambique, mas pode-se afirmar categoricamente que mais de 50 % dos jovens Moçambicanos não têm um emprego formal, percentagem essa que vem aumentando nos últimos anos. Por isso recomenda-se às autoridades da tutela a realização de um estudo da situação do jovem no mercado de trabalho em Moçambique, que pode juntar esforços do Instituto Nacional de Estatística (INE), do INEFP e do Próprio Ministério da Juventude e Desportos (MJD). Ninguem discutiria tanto se num estudo se chegasse a conclusão de que uma parte significativa dos jovens Moçambicanos vive em condições de pobreza absoluta, com enormes dificuldades para estudar e trabalhar. O esforço feito em Moçambique em termos de políticas públicas que beneficiem a juventude apresentam resultados que ainda se mostram insuficientes para gerar novos postos de trabalho e o segmento juvenil é o mais afetado por essa situação. É preciso que se mude este cenário.
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