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Items tagged with: medo
Tag was last used: Sep 25, 2008
 
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Posted By:  criscasty
Posted On:  Apr 13, 2008

  Dissecando Vícios!

Você já parou para pensar por quê a bebida alcoólica dominou praticamente toda a humanidade? Será que precisamos fugir tanto assim da nossa Vida? Essa foi uma infeliz idéia, sem dúvida. Você que está lendo isso também deve beber e alguma vez parou pra pensar que se a bebida...... [view]

Posted By:  bxtr
Posted On:  Nov 1, 2007

  medo

seria conspiração o medo das coisas? das pessoas, da morte? medo de ser você? será que o mundo conspira contra nós? como enfrentamos o medo de viver no mundo? oque podemos fazer? hmmm... (?) ... [view]

Posted By:  bxtr
Posted On:  Nov 6, 2007

  autopost #1

o medo de interferir nos amigos, consome a amizade. qual a solução? até hoje, ainda não sei... ainda. *autopost é aquele feito pra você mesmo. ... [view]

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Toolkits & Publications

  "Abaixo o orgasmo! o polêmico psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa lança livros e afirma que homens e mulheres ainda não aprenderam a transar" - Revista - Isto é

Submitted By:   criscasty
Author Name:   Angela Oliveira
Published:  0000-00-00

Website:  http://www.humaniversidade.com.br/boletins/gaiarsa_orgasmo.htm
  Description:   Aos 80 anos, o polêmico psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa lança livros e afirma que homens e mulheres ainda não aprenderam a transar Por Angela Oliveira Gaiarsa: “Estou vivendo todo o amor que sonhei na adolescência. Nunca fui tão acariciado. É um aprendizado” O ano 2000 promete muito para José Ângelo Gaiarsa. Em abril, será lançado seu 27º livro, intitulado A função do olhar nas relações pessoais. Assim mesmo, com ênfase no assunto principal: o olhar. Em seguida, sai do forno mais uma obra chamada Jesus menino e o velho patriarca, no qual o psicoterapeuta paulista de Santo André disseca os dez mil anos de autoritarismo do homem e a opressão da mulher e da criança. O mestre ainda curte ser contundente, criar discussão, detonar a família e as relações pessoais. Mas desta vez ele achou uma solução para a salvação da humanidade: os hackers. “Essas crianças que estão brincando com o computador vão revolucionar o mundo!”, afirma exaltado. Além disso, antes de completar 80 anos em agosto próximo, Gaiarsa vai jogar na praça também pela Editora Gente, Masturbação e carícias – paraíso perdido, com o subtítulo Documento autobiográfico sobre a sexualidade do Brasil no século XX. Este último livro, ainda inacabado, é o que o mantém bastante ocupado e sobre o qual ele gosta de falar. “Hoje em dia gosto mais de escrever do que de ler e estudar”, confirma. Gaiarsa nunca teve medo de soltar o verbo, abrir seus pensamentos e conhecimentos, seja para colegas, amigos, programas de tevê e inimigos. “Alguns me acreditam aventureiro e improvisador”, defende-se. “Mas as minhas idéias são muito bem fundamentadas.” Polêmico, instigante e muito esperto, não gosta de se gabar de nada do que fez no passado. Por exemplo, foi ele quem trouxe as idéias de Wilhelm Reich para o Brasil, revolucionando uma geração de psicoterapeutas nos anos 70. “Não me interessa o que eu fiz”, afirma com veemência. “Não me esquenta, não me envaidece, não me toca. No momento me interessa apenas o que eu estou fazendo e o que ainda vou fazer.” É sobre esse momento que Gaiarsa fala nesta entrevista. ISTOÉ – O sr. parece bem envolvido com o assunto carícias e masturbação. Tem muito de pessoal nesse assunto? José Ângelo Gaiarsa – Com certeza. Além de estar escrevendo o livro, encontrei uma companheira maravilhosa. Uma mulher inteligente de 40 anos, portanto nenhuma criança, que está me fazendo muito feliz. Podem morrer de inveja, mas estou vivendo todo o amor que eu sonhei na adolescência. Nunca fui tão acariciado na vida. Estou aprendendo demais. É preciso dissociar sexo e erotismo. Erotismo deve ser visto como arte das carícias. Tudo pode ser gostoso no contato com o corpo. Desde o olhar, os beijos, os abraços, as carícias sem nome, todas as alternativas de massagens. As massagens são truques para mexer nas pessoas porque elas gostam de ser mexidas mas não podem. A idéia do adulto é que se eu começar a fazer um agrado é para transar... ISTOÉ – E onde entra o orgasmo nessa relação? Gaiarsa – O orgasmo é o maior dos desmancha-prazeres. Quando o casal chega ao orgasmo, acaba tudo. O homem vira para o lado e cochila. E a mulher reclama. Nasci em 1920, vivi quase um século. Vi e ouvi de tudo no meu consultório durante oito horas por dia em 55 anos de profissão. Acredite, se existiu revolução sexual, eu não vi coisa alguma. A humanidade continua a fazer sexo da pior forma possível. O machismo ainda impera e ser machista na cama é a melhor maneira de se fazer malfeito. Desde o primeiro contato, o machão comum está visando o fim. Ele tem um desprezo muito grande pelas mulheres, uma idéia repugnante sobre elas. Para o machão, mulher é beijo, tetinha, metida e fim! O macho curte exibir seu desempenho. Quase diria uma exibição diante de seus amigos virtuais que estão todos em volta da cama avaliando a sua performance. Não descobre o mundo feminino nem há troca de muitos níveis que podem engrandecer uma relação pessoal. ISTOÉ – E as mulheres sabem fazer amor? Gaiarsa – Também não. Mas elas estão mais abertas, respondem mais depressa. Uma mulher jeitosa, que sabe o que quer, dificilmente mudará um homem. Mas um homem jeitoso muda muito fácil uma mulher. Quando se dá esse encontro, a troca de carícias não tem limites. Até a penetração se transforma em carícia. Isso não tem nada a ver com sexo tântrico, que é um exagero. Acho apenas que o casal deveria aproveitar melhor quando está nu. Não é com qualquer pessoa que a gente pode ficar pelado e se tocar livremente. Eu acho que as pessoas não sofrem de carência afetiva, mas de carência de carícias. Intimidade é quando a gente começa a mexer na outra pessoa sem ansiedade, livre e gostoso. Sem o mínimo de contato físico você não estabelece contato com ninguém. Pode ter uma amizade intelectual, talvez. Mas intimidade, nunca. ISTOÉ – Com essa nova geração que está começando a vida sexual em casa mesmo não mudou nada? Gaiarsa – O número de famílias que permite que a filha mantenha relações com o namorado em casa ainda é muito pequeno. Mas é melhor isso do que nada. De qualquer forma, ainda tem aquele arzinho de malícia dos pais quando o jovem casal vai para o quarto. Aliás, não adianta. Não tem nada mais difícil do que família. É uma desgraça. ISTOÉ – O sr. continua achando que a família ainda é a pior coisa do mundo. Mas teria alguma saída? Gaiarsa – Por enquanto é inevitável. Se nascem crianças, alguém precisa criar. E todo mundo acha que cuidar de criança é sinônimo de família. Ainda bem que hoje em dia existem diversos tipos de famílias. Filhos de vários casamentos, casais sem filhos, homossexuais que adotam crianças, produções independentes, enfim, o perfil mudou um pouco. Um número muito curioso me chamou a atenção. Tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra apenas 8% dos casamentos são tradicionais, do tipo o marido trabalha fora e a esposa é dona de casa. Ou seja, a família tradicional não existe mais. Mas todo mundo fala como se ela ainda existisse. ISTOÉ – Mas então essas mudanças, esses vários tipos de família são uma coisa boa.... Gaiarsa – São porque a família está se desmanchando inteira. As crianças não ficam mais em casa, brincando no quintalzinho. As crianças têm uma enorme diversificação de interesses e não raro estão mais bem informadas do que os pais. Quem brinca com o computador é a criança e não o adulto. Portanto, para mim, a luz, a salvação da humanidade são os hackers. ISTOÉ – Como assim, o que os hackers podem mudar tanto? Gaiarsa – Os hackers já estão botando as manguinhas de fora! Há mais de um ano, eles controlaram um satélite militar americano, lembra? Depois entraram na CIA e também na Casa Branca só para dar alguns exemplos do poder deles. Se eles entrarem num banco suíço e fizerem uma lista do que encontrarem por lá, podem provocar uma revolução no mundo! Essa é a minha esperança. Que eles desorganizem totalmente a bagunça desse planeta. Gostaria que eles desorganizassem o mundo financeiro e evitassem guerras. Hoje, sem informática, não tem guerra. Os hackers podem entortar foguetes ou impedir que disparem, por exemplo. ISTOÉ – Que outras características dos hackers o fascinam tanto? Gaiarsa – Eles são menos família e mais solidários numa cultura na qual os pais já não fazem mais parte. Eles têm uma compreensão do mundo adulto 50 vezes melhor do que o próprio adulto. Sabem que fomos nós que estragamos o ambiente, inventamos a poluição, as guerras, enfim, sabem de todos os podres dos adultos. Veja bem. A primeira revolução, a agrícola, durou dez mil anos. A industrial durou 300 e agora a informática tem apenas 30 anos e já mudou o mundo inteiro. E, o mais importante, o chip está nas mãos das crianças. ISTOÉ – Enquanto os hackers não desorganizam nem revolucionam o mundo, haveria outra solução para a humanidade viver mais feliz? Gaiarsa – Vejo apenas algumas alternativas pessoais. A pessoa deve ter discernimento, saber o que quer, o que é melhor para si mesmo. Experimentar, variar, procurar a sua turma, seu espaço. Descartar o prejudicial. Eu mesmo faço isso e agora vou poder me dar ao luxo de viver 20 dias por mês em Alto Paraíso, uma cidade há 200 quilômetros de Brasília, e os outros dez dias em São Paulo. Meu filho mora há muitos anos por lá. Trata-se de um lugar de alternativos, de refugiantes das grandes cidades. Esta é uma alternativa bem pessoal para a gente poder viver mais feliz. Longe dessa loucura. O nosso mundo é muito cruel! ISTOÉ – Por que tanto pessimismo? Nada presta? Gaiarsa – Nós vivemos num mundo absolutamente psicótico, perigoso! Os grandes poderosos não têm a menor consideração por nada nem ninguém. Nunca houve tanta agressão, violência e guerras como no século XX. Depois das guerras, o segundo melhor negócio do mundo são as drogas e ninguém pergunta por que se usa tanto drogas. Eu respondo: porque esse mundo é horroroso! E eu quero fugir dessa realidade odiosa. Alguns usam drogas, outros vêem tevê até dormir. Ainda hoje as condições de trabalho são humilhantes. A humanidade é definitivamente psicótica e suicida. Um executivo, por exemplo, trabalha 25 horas por dia. Tem stress, quase morre, se medica e continua com a mesma rotina. As pessoas se matam por valores que não existem. Ansiedade, angústia, medo, depressão e stress são sinônimos e a ciência não cura nada disso, não muda o sistema social. Apenas inventa meio-remédios. É cúmplice e mantém essas doenças. E depois as pessoas falam de qualidade de vida e revolução sexual. Tudo bobagem! ISTOÉ – Sexualmente não mudou absolutamente nada? Gaiarsa – O sexo continua proibido, reprimido. O sexo que aparece na tevê, nas propagandas e nos filmes é horrível. É a banalização do sexo. Mostra como não se deve fazer. A maldita família pontua essa proibição. E o que é proibido causa obsessão e ansiedade. Mestre Reich já dizia que a pior das ansiedades é a ansiedade do prazer. Sexualmente o mundo não mudou nada. A mãe continua a não ter xoxota. Papai e mamãe não fazem isso em casa. Educação sexual ninguém sabe o que significa. O professor deveria ser o primeiro a dizer que sexo é um negócio que o adulto faz, que é bom. Mas não é isso que acontece e os pais continuam fingindo que não sabem de nada também. Outra coisa, toda a fofoca do mundo é saber quem dormiu com quem. Quando a fofoca envolve artistas, então, a inveja das pessoas chega a ser escandalosa! Mais ainda, as conversas de homem sobre mulher continuam um nojo. O número de anedotas sobre sexo é enorme e pouquíssimas piadas são engraçadas. As pessoas ainda acham graça de palavrão. Todos os palavões são anti-sexuais. Um bom exemplo é o tal de fuck you que os americanos usam como vírgula. Pois fuck não é uma coisa boa? Que contradição estúpida! Que liberdade sexual é essa? ISTOÉ – Na prática, o que o sr. aconselharia aos pais numa situação erótica. Por exemplo, quando eles vêem os filhos pequenos se masturbando ou os adolescentes vivenciando as suas primeiras experiências sexuais? Gaiarsa – Com filhos adolescentes é bem mais fácil. No momento oportuno eu aconselharia a fazer bem devagar. Quanto mais comprido, quanto mais carícias, melhor. Diria para ir percebendo, olhando, mexendo, brincando com calma, sem pressa, sem ansiedade. Ainda é tudo vapt-vupt e um pouco da fúria deles é por causa da repressão, do clima de proibido que está sempre no ar. Para uma criança já é mais delicado. Não sublinharia muito a situação, não daria importância demais. Talvez eu desse uma olhadinha safada, piscaria o olho e como cúmplice diria: “Gostoso, né?” Fonte: Revista - Isto é, março de 2000
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  Uma maneira diferente de amar

Submitted By:   criscasty
Author Name:  Ciça Vallerio
Published:  0000-00-00

Website:  http://www.gtpos.org.br/index.asp?Fuseaction=Informacoes&ParentId=511&area=5&pub=79
  Description:   Poliamor é uma filosofia amorosa - seguida por poucos - que rompe com os padrões sociais da monogamia Ciça Vallerio "Um bando de malucos." É o que muitos vão pensar sobre o movimento amoroso, chamado poliamor, que vem dando as caras pelo mundo afora, inclusive no Brasil. Realmente é difícil imaginar que, segundo seus preceitos, uma pessoa tenha o direito de amar outras simultaneamente, envolvendo-se afetivamente e sexualmente, sem ciúme nem cobrança de exclusividade. Ao contrário das relações tradicionais, os "poliamoristas" - nome dado aos adeptos - mantêm histórias paralelas de forma aberta e com o consentimento dos parceiros. Bem diferente também da relação "aberta", cuja conotação sexual é a base da proposta: transar com quem quiser, desde que não se envolva emocionalmente. No poliamor, a idéia é amar e ser amado por várias pessoas, seguindo o impulso natural do ser humano, sem se limitar às convenções sociais da monogamia. Impossível? Apesar do espanto geral, já existem alguns poliamoristas por aí. Como são incompreendidos e mal-interpretados, geralmente não gostam de mostrar a cara publicamente. Por isso, todos os entrevistados preferiram usar pseudônimos. A técnica em informática, Marceli, de 25 anos, é um deles. Ela tem um namorado e uma namorada. Todos se conhecem, se gostam, se respeitam e pensam até em morar juntos. Esse trio "funciona" há três anos. "Há quem pense em orgia ou promiscuidade, mas é uma relação baseada na cumplicidade, respeito e sinceridade", avisa. "É viver sem mentiras nem com o peso da culpa por manter um caso extraconjugal. E ficar feliz pelo outro, ao saber que a pessoa que você ama também está feliz." O namorado de Marceli, o designer gráfico Cláudio, de 26 anos, admite que não é nada fácil administrar uma relação fora do padrão. "Acredito que o casal deve definir como funciona o relacionamento, que vai tomando forma de acordo com as particularidades de cada um. Lidar com ciúme é difícil, mas lidar com a mentira é ainda mais difícil." Cláudio não é polígamo. Aliás, é muito comum confundir poliamor com poligamia, que é a união conjugal (oficial) de uma pessoa com outras. Há países que aceitam esse costume. No Brasil, é proibido pela lei, mas existem os casos de vida dupla: quando um homem se casa com uma segunda mulher e sustenta duas famílias, sem que uma saiba da outra. Apesar da diferença ser tênue, poliamoristas não se relacionam às escondidas e as mulheres se relacionam também com outros homens, sem exigência de exclusividade. SINAL DOS TEMPOS? Poliamor não é um movimento tão desconhecido assim e já saiu do gueto faz tempo. A psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins reservou um extenso capítulo na nova edição de A Cama na Varanda - Arejando nossas Idéias a Respeito de Amor e Sexo (Editora Best Seller, R$ 44,90), para tratar do tema. O livro foi lançado há 10 anos, tornou-se sucesso editorial, estava esgotado desde 2004 e agora volta às livrarias atualizado e ampliado, com o acréscimo de uma parte instigante, que anuncia as novas relações amorosas. "Estamos vivendo um momento singular, no qual os modelos de relacionamento tradicionais não dão mais respostas às novas aspirações, ao desejo crescente de liberdade em contraponto aos padrões sociais que causam frustração e desencanto", explica Regina. "Cada vez mais as pessoas podem escolher e respeitar formas diferentes de viver, seja seguindo a estrutura de relacionamento monogâmico ou optando por outras formas de amar." Tal como o poliamor, que prenuncia o fim do amor romântico, caracterizado pela idealização do outro, fusão dos dois num só e pela idéia da exclusividade. O poliamor nasceu nos Estados Unidos há 20 anos, mas tem ramificações na Alemanha, Reino Unido e em muitas outras partes do mundo. Em novembro de 2005, conforme registro na Wikipédia (enciclopédia livre da internet), realizou-se a Primeira Conferência Internacional do movimento, em Hamburgo, Alemanha. Segundo Regina, existem no Google (ferramenta de busca da web) 769 citações da palavra poliamor e 840 mil da palavra polyamory - junção de poly (do grego, que significa muitos), e amor (do latim). Adepta dessa filosofia, a vendedora Daniela, de 26 anos, conta que poliamorista se depara com preconceito, principalmente quando é mulher. "Perdemos a credibilidade e muitos nos vêem como vulgar", confessa. "Os homens saem de bacana quando mantêm um relacionamento com várias mulheres ao mesmo tempo, enquanto nós dificilmente encontramos um homem que aceite dividir a namorada com outro homem." Ela tem namorado, mas mantém relacionamento com outro. Como a relação não é consentida pelo atual namorado, apenas pelo outro parceiro, Daniela ressalva que não vive exatamente uma relação poliamorista. O "namorado oficial", aliás, sabe da posição liberal da namorada uma vez que ela faz parte de uma das várias comunidades brasileiras que existem no Orkut, voltadas para o tema. Mas, como explica a vendedora, por medo de perdê-la, ele prefere fazer vista grossa. "No poliamor, a gente ama o ser humano, o sexo não é o foco e a relação com os envolvidos é duradoura. O difícil é encontrar pessoas que consigam se libertar do sentimento de posse", reclama Daniela. "Mas viver ao mesmo tempo outros amores é maravilhoso, porque curtimos o que cada um tem de legal e não colocamos toda a expectativa numa única pessoa. Meu namorado, por exemplo, acompanha meu ritmo intelectual, gostamos de ler, vamos ao teatro, a exposições; enquanto que o outro é mais carinhoso, gosta de ficar juntinho em casa comendo pipoca e namorando." Para quem continua achando tudo isso uma maluquice, a psicanalista Regina lembra que todo processo de mudança social causa estranheza. Seria considerado louco, por exemplo, quem dissesse, lá pelos anos 50, que o fim de um casamento se tornaria comum e que a mulher separada não seria mais discriminada. E olha só no que deu.
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