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Содержание, помеченное тэгом: rio
Тэг был последний раз использован: Oct 7, 2009
 
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Автор Отзыва:  zephyr
Размещено:  May 18, 2009

  Unequivocal signals

Reflections of Fidel (Taken from CubaDebate) THERE are not two different opinions on the issue of A H1N1. Without any hesitation whatsoever, I supported the decision adopted by the revolutionary government of Cuba as soon as I knew of the existence of the epidemic. Our...... [view]

Автор Отзыва:  zephyr
Размещено:  May 10, 2008

  Yankee response in the hemisphere: the Fourth Fleet of intervention

IT was created in 1943 to fight Nazi submarines and protect shipping during World War II. It was deactivated as unnecessary in 1950. The Southern Command was meeting the needs of United States hegemony in our region. However, it has been reborn in recent days, after 48 years, and its...... [view]

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  Crônica de uma Catástrofe Ambiental

Предложено:   criscasty
Имя автора:  Revista Fórum - Reportagem Especial
Опубликовано:  0000-00-00

Website:  http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/site/
  Description:   Na madrugada do dia 18 de novembro de 2008, um líquido leitoso escorreu silenciosamente para as águas barrentas do rio Pirapetinga. Veneno. Os peixes que entravam em contato com aquilo tinham o sistema nervoso atacado. Convulsões. Hemorragia interna. Morte. O vazamento seguiu por horas, sem que ninguém percebesse. Tempo suficiente para que o produto químico saísse do afluente e chegasse ao principal rio que abastece o estado do Rio de Janeiro: o Paraíba do Sul. Ninguém sabia ainda, mas as próximas horas trariam pânico aos municípios próximos. Os relatos são muitos, e por isso não se sabe ao certo quem primeiro avistou a nuvem de peixes mortos que chegava em Barra Mansa (RJ), a primeira cidade afetada. A notícia era de que havia algo de muito errado com as águas do rio que percorre 37 municípios no Rio de Janeiro e abastece 12 milhões de pessoas, segundo a Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro). “Nós não fomos comunicados por Resende [cidade onde ocorreu o vazamento]. Um agente ambiental nosso viu e então as providências foram tomadas. Ficou todo mundo apavorado, porque ninguém sabia de onde era o problema”, conta Marco Chiesse, secretário do Meio Ambiente de Barra Mansa O município avisou a capital, que tomou uma decisão drástica, sem saber ao certo o que estava acontecendo, como explica a secretária de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos: “Mandamos fechar o abastecimento na quarta-feira [o acidente ocorreu na terça de madrugada]. Tomamos essa decisão no escuro, porque nossa equipe só chegou no local na quarta de tarde. Achamos estranho, mandamos fechar. Isso significa comprometer o abastecimento de milhões de pessoas. Mas foi para prevenir riscos”. A nuvem tóxica andou 500 quilômetros do rio, até o mar. “Percorreu toda a extensão do rio, e por onde o veneno passava foi aniquilando o manancial de peixes”, relata o delegado Fernando Reis, responsável pela investigação criminal do caso, da Delegacia de Meio Ambiente. Várias cidades recolheram peixes mortos, tentando aliviar o cheiro que infestava as casas ribeirinhas, procurando evitar doenças. Muitos foram incinerados, outros levados para o lixão de Carmo, município da região. Caso fossem enterrados próximos, poderiam contaminar o solo e os lençóis freáticos. Sérgio Coelho, presidente da Associação dos Canoeiros Defensores da Natureza de Barra Mansa, conta que só ele tirou uns 3 mil quilos de peixe, num barco pequeno, desses com um motor simples atrás. “Ensacamos e levamos para o forno da CSN. Estava um mal-cheiro do cacete. O rio e aquilo branco, tomado de peixe. Doía. Dói. A gente depende dos peixes”. A contagem final do estrago ainda não está pronta, porque cada município retirou toneladas do leito. Só a Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro cedeu quatro caminhões, com capacidade para 25 toneladas cada, que saíram cheios. Outras 50 toneladas ficaram presas nas grades de contenção da Usina Hidrelétrica Ilha dos Pombos, próximo ao município de Carmo. Até no mar é provável que houve estragos. “Tivemos 40 quilômetros de praia onde tiramos peixes mortos. Teve tartaruga, capivara. Não podemos afirmar que foi relacionado, mas foi na mesma época”, diz Marilene Ramos, secretária de Meio Ambiente do RJ. O Ibama fala em centenas de toneladas de peixes mortos. Veja na íntegra clicando no link logo abaixo.
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  A Votorantim e a destruição em Vazante

Предложено:   criscasty
Имя автора:  José de Souza Castro
Опубликовано:  0000-00-00

Website:  http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1161
  Description:   Leio na Folha de S. Paulo uma interessante reportagem de Cristina Moreno de Castro e Gustavo Hennemann, contando como a Companhia Mineira de Metais (CMM), do Grupo Votorantim, vai aos poucos destruindo a paisagem rural de Vazante, um pacato município do Noroeste de Minas, e envenenando as águas do rio Santa Catarina. E me lembro de uma reportagem publicada pelo Jornal do Brasil no dia 25 de novembro de 1974, com o título “Indústria elimina fauna e colônia de pesca em Minas”. A indústria era a mesma. Na época, ela vinha condenando à miséria uma colônia de pescadores que, como pude observar, “lançam inutilmente suas redes às águas envenenadas do rio São Francisco, em Três Marias, e sobrevivem dos poucos peixes que ainda sobem o rio e morrem na saída da barragem da Cemig”. Vejo agora que a CMM – que mudou de nome para Votorantim Metais Zinco S.A. e aumentou a capacidade de produção para 180 mil toneladas anuais – continua agindo como 35 anos atrás, quando vivíamos sob a égide do capitalismo selvagem protegido por uma cruel ditadura militar que buscava o desenvolvimento industrial do país a qualquer custo, sem a menor preocupação com o meio ambiente e com a população pobre. O que mudou foi que, desde então, os governos criaram numerosos órgãos voltados à proteção ambiental, deram a milhares de funcionários um belo cabide de empregos, e a consciência ecológica fez florescer uma ampla rede de ONGs que garantem a sobrevivência de outros milhares de pessoas país afora. E as indústrias continuam agindo como antigamente, embora se vejam às voltas com os percalços da burocracia – que vencem a qualquer custo. Conforme reportagem de Bernardo Carvalho na Folha de S. Paulo, em 24/12/2006, a sucessora da CMM acabava de obter renovação de sua licença sob a condição de executar 25 ações de reparação ambiental. A Fundação Estadual de Meio Ambiente havia encontrado zinco no leito do Velho Chico, que seria responsável pela morte de 25 toneladas de peixes ocorrida entre outubro de 2004 e setembro de 2005. A Votorantim estava sendo processada por colônias de pescadores e havia sido autuada pela fundação e pelo Instituto Estadual de Florestas. É isso: pagam-se as multas, renovam-se as licenças e as promessas e o resto que se dane! Quando fui a Três Marias, em 1974, a CMM produzia mais de 10 mil toneladas de zinco anualmente e seus resíduos, jogados sem qualquer tratamento no rio, matavam peixes e as aves que se alimentavam deles. A escassez de peixes já afugentava os frequentadores de clubes de pesca – como o Clube dos Piraquaras – construídos por pescadores amadores de Belo Horizonte e cidades vizinhas. Dois anos antes, uma CPI da Assembléia Legislativa de Minas Gerais havia apontado a CMM, do grupo Ermírio de Moares, como a responsável pela poluição das águas. Cópias do relatório da comissão foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, ao Serviço Nacional de Informações (SNI), ao Ministério da Justiça e ao Conselho de Segurança Nacional. E ficou por isso mesmo. Escrevi: Nas manhãs de sol vê-se, do meio do rio, uma paisagem sempre tranquila. Na margem direita, entre a vegetação rala, um canal de uns quatro metros de largura vai até o alto do morro, onde está o imponente prédio da fábrica. Pelo canal, a Companhia Mineira de Metais despeja o veneno nas águas do São Francisco. Os resíduos da fábrica, de cor vermelho-sangue, são inodoros e seguem por vários quilômetros, rio abaixo, até se misturarem às águas do rio. Nos barrancos que margeiam o canal, uma marca vermelha a cerca de meio metro acima do nível das águas indica, como afirma o presidente do Piraquaras, a abertura das comportas, à noite. No rio, onde há menos de quatro anos se podia pescar dourados ou surubins de até 50 quilos, observa-se agora a descida de pequenos peixes, mortos, arrastados pela corrente. A meio quilômetro, rio acima, do canal da Companhia, onde vivem os pescadores profissionais, o presidente da colônia, seu Domingos, explica que “esses são peixes que a gente aproveita. Morreram nas turbinas da Cemig. Os que morrem lá embaixo é que não se pode aproveitar. O veneno mata tudo, até urubu. Os pássaros, por exemplo, já acabaram”. Minha reportagem, nem é preciso dizer, não teve qualquer consequência prática. Não estava na moda a consciência ecológica. O JB era praticamente o único jornal no país que dava importância ao meio ambiente. A CMM não tinha assessoria de imprensa (o que era até certo ponto bom, pois pelo menos daí não viria qualquer obstáculo à publicação da denúncia). O poder judiciário não havia ainda criado varas especializadas, o Ministério Público não gastava dinheiro do contribuinte com essas picuinhas de poetas e pescadores, o SNI – imagino – deve ter morrido de rir com o relatório da CPI. Tudo isso, sabemos, mudou em mais de três décadas. Será curioso ver se, dessa vez, a reportagem da Folha de S. Paulo terá alguma repercussão – ou se tudo mudou, como dizia Shakespeare há cinco séculos, para se transformar num admirável mundo novo, cheio de ruído e fúria e sem significado algum. Em resumo, a reportagem diz o seguinte: O Ministério Público Federal entrou na justiça com ação civil pública, denunciando que a exploração de minério de zinco pela CMM provoca crateras em fazendas do município de Vazante e também em áreas urbanas, além de secar lagoas e nascentes da região. O MPF pede o cancelamento de todas as licenças ambientais e responsabiliza pelos danos a União, o Departamento Nacional de Produção Mineral, o Estado de Minas Gerais e a prefeitura de Vazante, alegando que o poder público é omisso e não foi prudente ao renovar as licenças de operação, porque "não há conhecimento suficiente do subsolo" para determinar onde vão aparecer novas depressões, que colocam em risco pessoas e moradias. Trechos da reportagem: Na fazenda de 3.500 hectares da família Barreto, que também já explorou zinco, cerca de 50 crateras começaram a surgir a partir de meados dos anos 90, segundo Gilberto Barreto, 56. A Folha visitou o local e viu uma cratera de cerca de 8 m de diâmetro e 5 m de profundidade, com rachaduras na borda. A poucos passos de distância, há mais oito crateras. A lagoa da fazenda estava com dois palmos de profundidade em seu ponto menos raso. Barreto diz que ela "era perene, tinha até peixe", e começou a secar no fim dos anos 90, quando parte de suas 1.200 cabeças de gado morreu -de acordo com ele, por contaminação. Na fazenda Mata dos Paulistas, também vizinha à CMM, a maior cratera tem cerca de 80 passos de largura e há árvores com as raízes suspensas. A situação se repete em outras propriedades da região. Na cidade, em 2006, uma das crateras derrubou um muro – hoje trincado de novo. Técnicos da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), que embasaram a perícia do MPF, atestaram que o bombeamento que drena o subsolo da mina causou depressões no solo e secou lagos e nascentes. À época do estudo, em maio de 2000, o bombeamento era de 8.000 m3 por hora, capaz de encher, em um dia, 77 piscinas olímpicas. Hoje, a vazão caiu para 5.000 m3 por hora, ainda considerada bastante elevada pelo geólogo Luiz Nishiyama, da UFU, um dos peritos. Como sempre, nesses casos, todos os denunciados se defendem. Quem quiser, pode ler o que eles dizem na reportagem, pois a Folha ouviu todos os lados. Um cuidado que o JB não achou necessário há 35 anos, pois sabia, por experiência, que sua denúncia não teria qualquer repercussão. E agora, José?
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