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Items tagged with: trabalho
Tag was last used: Jul 1, 2009
 
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Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Jul 1, 2009

  Jovens têm qualificação de menos para o mundo do trabalho

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 mostram que são restritas as oportunidades profissionais para os jovens brasileiros. Eles representam cerca de 63% do total de desempregados no país. Enquanto a taxa de desemprego entre os adultos é de 4,8%, entre os jovens...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Jul 1, 2009

  Pesquisa dá configurações ao desemprego e mostra que jovem encara a questão com otimismo

Um estudo apresentado como tese de doutorado na Unicamp, em 9 de junho último, pela pesquisadora em ciências sociais Marineide Maria Silva, considera os recortes geracional, de gênero e de escolaridade/qualificação insuficientes para descrever o desempregado dos dias de hoje. Por isso,...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Dec 2, 2008

  Parceria do portal Universia abre oportunidades profissionais para jovens

O Universia Brasil firmou parceria com a Trabalhando.com.br, subsidiária brasileira da chilena Trabajando.com, que está no Brasil desde novembro, para oferecer oportunidades de estágios, programas de trainee e empregos pelo serviço Universia Emprego. Com essa parceria, os usuários...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Nov 11, 2008

  Emprego só cresce para quem estudou

Conforme atestavam os dados da Pesquisa do Instituto Votorantim em parceria com a FGV, a relação entre educação, taxa de ocupação e salários é cada vez mais favorável a quem atinge mais anos de estudos, o que se reflete especialmente no estímulo à permanência dos jovens na escola...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Nov 5, 2008

  Desemprego é maior entre mulheres jovens, diz relatório da OIT sobre juventude e trabalho

Um estudo apresentado pela Organização Internacional do Trabalho, no dia 30 de outubro, analisou a relação juventude e trabalho digno e as vinculações entre trabalho infantil e emprego juvenil na América Central, no Panamá e na República Dominicana. O estudo revela que dos quase dez...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Oct 27, 2008

  Ofícios antigos são novas oportunidades para os jovens

Pode soar como um paradoxo, mas uma das melhores formas de os jovens se inserirem no mundo do trabalho é se especializando em profissões tradicionais. Atualmente, o mercado carece de técnicos qualificados em diversas áreas, que existem há muito tempo, mas que não se renovaram por falta de...... [view]

Posted By:  ndakotabr21
Posted On:  Oct 27, 2008

  Procurando Emprego

Estou postando aqui meu currículo; Sintam-se livres para convidar-me a ministrar palestras, treinamentos e até mesmo contratações CLT na área de informática e educação (presencial e a distância) Me disponibilizao para trabalhos filantrópicos e de carater social....... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Oct 14, 2008

  Jovens representam 63% do total de desempregados, afirma estudo do Ipea

As pessoas que têm entre 15 e 29 anos de idade representam apenas 26,4% da população, mas são 63% do total de desempregados do país. Estes números fazem parte de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que utilizou números da Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra...... [view]

Posted By:  criscasty
Posted On:  Oct 12, 2008

  Emancipação Feminina: A maioria das Mulheres Não sabe direcionar positivamente essa Liberdade!

As mulheres lutaram tanto por Direitos Iguais, porém qual foi a grande vantagem até hoje? Eu, infelizmente, vejo mais desvantagens: mulheres estressadas e doentes por causa de uma maldita jornada de vida pesada que não são obrigadas a ter. Parece mais uma Prisão! Trabalho, filhos, casa, e...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Oct 9, 2008

  Mais de 3,4 mil trabalhadores foram encontrados em situação de escravidão este ano

Um balanço divulgado nesta quinta-feira (9) pelo MTE (Ministério do Trabalho em Emprego) mostra que, de janeiro a setembro, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel resgatou 3,4 mil trabalhadores que estavam em condições análogas à escravidão. O resultado já é superior ao número de...... [view]

Posted By:  lulukabrasil
Posted On:  Oct 6, 2008

  Fiscais resgatam 150 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Pará

Uma operação realizada no município de Placas (PA) resgatou 120 trabalhadores rurais e 30 crianças vítimas de trabalho análogo à escravidão em uma empresa de produção de cacau. A ação do grupo de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará começou no...... [view]

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Toolkits & Publications

  Formação profissional é foco de programas para jovens

Submitted By:   prfarine
Author Name:  Rodrigo Zavala, da Rede Gife
Published:  0000-00-00

Website:  http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=3750
  Description:   Os institutos, fundações e empresas de origem privada não apenas priorizam a juventude em seus investimentos sociais, como o foco de atuação é a inserção do segmento no mercado de trabalho. Essas conclusões são fruto do Censo GIFE 2007-2008, mapeamento que o GIFE faz sobre o Investimento Social Privado (ISP) de seus associados, que nesta edição traz uma publicação especial dedicada à faixa-etária. Realizado em parceira com o IBOPE Inteligência/ Instituto Paulo Montenegro e do Instituto ibi, o levantamento mostrou que 77% da Rede GIFE atuam em programas para jovens (em pelo menos uma das três faixas etárias – de 15 a 17 anos, de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos). Destes, cerca de 80% trabalham com temas relativos à educação e formação para o trabalho. As ações de apoio ao desenvolvimento formativo dos jovens para aumentar suas oportunidades de inclusão social, em especial na geração de trabalho e renda, também aparecem na pesquisa, nas ações de 45% dos respondentes. “O foco na inserção no mercado de trabalho atende a uma demanda evidente desse público, o mais atingido pelo desemprego jovem”, lembra a consultora especial do Instituto de Cidadania e membro do Conselho Nacional da Juventude, Helena Abramo, responsável pelo Censo Juventude. Embora se restrinja ao universo de 80, das 101 organizações associadas ao Grupo, na época da consulta, o levantamento aponta para as tendências do conjunto do investimento social do setor no país. Isso porque a Rede GIFE é considerada referência nacional na realização planejada de investimentos no campo social. Para saber, o setor privado brasileiro investe cerca de R$ 5.3 bilhões por ano no campo social, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O GIFE representa 20% desse montante, com R$1,15 bilhão (base 2007), enquanto o resto do investimento está diluído em mais de 500 mil empresas. Aprofundamento dos dados Entre os associados GIFE, o crescimento da atenção aos jovens se verifica desde o Censo 2005-2006, quando ficou evidenciado que a principal faixa etária a compor o público-alvo de seus associados foi o grupo dos 15 aos 24 anos. Neste Censo a tendência se confirma: o grupo etário mais visado pelas atuações é aquele na faixa etária entre 18 e 24 anos, que recebe ações de 67% dos associados; logo atrás vêm os grupos de 15 a 17 anos (para quem 59% dos associados dirigem ações) e o grupo entre 7 e 14 anos (51%). Caso seja considerada a faixa mais ampla que tem sido definida como juventude (de 15 a 29 anos), 81% dos associados a têm como público-alvo.”O tema juventude entrou na agenda política brasileira na última década, com ações de movimentos sociais e do governo. O setor privado acompanhou essa tendência, que na verdade é mundial”, afirma Helena Abramo, lembrando que o ano 1985 já havia sido instituído como o Ano Internacional da Juventude, pela Organizações das Nações Unidas (ONU). No total, são quase 600 projetos ou programas voltados especificamente para jovens, somando aqueles executados diretamente pelos associados – ou aqueles executados por terceiros e financiados por eles. O número total de jovens envolvidos nas iniciativas passa de 9 milhões (9.111.731). ”O alcance do benefício é um dado complexo, pois há projetos que beneficiam 5 jovens, há outros que atingem a 1 milhão. Isso pode ser explicado por exemplos simples: enquanto um associado oferece bolsa de estudos para estudantes, outro fornece tecnologias de aprendizados para um rede pública de ensino”, argumenta Helena Abramo. Investimento Para atender aos 9 milhões de jovens, os associados destinam mais de R$ 130 milhões para seus programas ou projetos. O dado relativo ao investimento, contudo, alerta para certa ambigüidade presente na importância atribuída à juventude neste universo: embora o público juvenil seja eleito como foco das ações, o volume de recursos aplicados não passa de 11,5% do volume total de investimento do Grupo. Segundo a socióloga Helena Abramo, as explicações para essa questão se centram na nas diferentes estratégias adotadas pelas instituições. A primeira está na prioridade dada ao segmento frente a outros investimentos sociais: para 29%, ele é a base dos programas; para 39%, ele é um entre outros, constituindo parte de programas maiores; e em 33% das organizações, esta variação está presente em suas definições interna, em que a juventude pode ser considerada público preferencial de alguns projetos, enquanto compõem com outros segmentos, o alvo de outros projetos. Além disso, também é importante analisar que variam o montante de investimento e o público atingido entre diferentes associados. Enquanto algumas instituições (apenas 3 dos respondentes) investem 100% do seu ISP em programas para jovens, outras (9, ao todo) destinam menos de 10% dos recursos para ações sociais; a proporção daqueles que investem mais de 50% não passa de 20%. Por que jovens? A maior parte dos motivos se relaciona, de um lado, 66% dos respondentes, aos fatores que tornam a juventude um segmento populacional especialmente afetado pela estrutura social e conjuntura histórica (peso demográfico, desemprego, índice de violência etc) e, por outro, 63% dos associados, o papel que os jovens podem ter na sociedade – como protagonistas de mudanças sociais e desenvolvimento. Por fim, a percepção de que faltam políticas públicas para o segmento é destaque em 43% das respostas. Diferentes pesquisas corroboram para essa visão. De acordo com o relatório Jovens em Situação de Risco no Brasil, divulgado pelo Banco Mundial em 2007, as taxas de desemprego excepcionalmente altas entre jovens de 16 a 24 anos resultam em rendimentos anuais perdidos de até R$ 1,2 bilhão. Pelo levantamento, um em cada cinco jovens trabalha e estuda simultaneamente e 60% dos brasileiros entre 15 e 19 anos são trabalhadores não-pagos ou sem carteira de trabalho assinada. São dados preocupantes que terão um impacto extremamente negativo a curto e longo prazo. Outra pesquisa, esta realizada pelo Ipea, mostrou que cerca da metade do total de desempregados no Brasil tem entre 15 e 24 anos. Segundo os dados do estudo, a proporção entre o número de jovens desempregados e o total de pessoas sem emprego no País era de 46,6% em 2005, a maior taxa entre os dez países pesquisados. No mesmo período, no México, esta proporção é de 40,4%; na Argentina, de 39,6%; no Reino Unido, de 38,6%; e, nos Estados Unidos, de 33,2%. A pesquisa chama atenção também para a defasagem escolar. De acordo com o estudo, cerca de 34% dos jovens entre 15 e 17 anos ainda estão no ensino fundamental, enquanto apenas 12,7% dos jovens de 18 e 24 anos freqüentam o ensino superior. "Em suma, com o aumento da idade diminui a freqüência de jovens à educação escolar", aponta o estudo. Esse contexto explica, pelo menos em parte, porque os associados colocam a educação e trabalho como as prioritárias. “Mas a discussão do trabalho é muito polêmica no país. Quanto esses programas são capazes de impactar no segmento? O aumento da escolaridade significa inserção no mercado?”, questiona Helena Abramo. Avaliação Os participantes do Censo GIFE acreditam, majoritariamente, no impacto positivo na vida dos jovens beneficiados, principalmente com relação a chances de acesso, retorno e desempenho escolar e à profissionalização/capacitação para o trabalho, em alguns casos promovendo sua inserção no mercado de trabalho. Essa percepção sobre a importância das ações para os jovens segue na mesma linha da avaliação que os associados fazem do conjunto de suas ações: 55% avaliam que o impacto causado sobre os beneficiários é positivo, e mais 36% o percebem como muito positivo. ISP como inovação Para o ex-diretor regional para a América Latina e Caribe da Fundação Kellogg, Francisco Tancredi, os investidores sociais devem assumir o que ele chama, humoradamente, de “Escala Tancredi de Ousadia em Filantropia” . O modelo nada mais é que uma linha evolutiva do próprio ISP: aquela que se diferencia da prática tradicional da filantropia pela ação estruturada, planejada, e que busca resultados mensuráveis. Segundo ele, existem três tipos de estratégia: a) o fazer o bem: “quando o investidor social tem um trabalho comunitário nobre, mas limitado, com retorno imediato”; b) o de inovar: “quando o investidor financia uma idéia para se tornar uma tecnologia social inovadora, que seja eficaz para mudar uma realidade. Esta estratégia exige certa pré-disposição para a perda. Mas, quando a idéia dá certo, é como ganhar na loteria”; e c) o de incidir em políticas públicas: “quando o investimento se centra em inserir essas tecnologias inovadoras em políticas nacionais, seja de educação, cultura ou saúde. Em que você mude sistemas públicos”. As colocações de Tancredi levam ao seguinte raciocínio: para os próximos passos, associados devem encaram com mais ousadia seus projetos em juventude. “O investidor social privado deve iluminar caminhos, despertar a sociedade para temas que não estavam em pauta. Não pode apenas remendar situações”. Tal como Helena Abramo, ele acredita que existe um passo importante para trabalhar com jovens, percebendo-o como agente de transformação social. “Ele deve ser um ator político, para pensar o país que o Brasil quer ser no futuro. Não podemos tê-lo apenas como um beneficiário de projetos de qualificação profissional. O prisma para enxergá-lo é maior”, crê o ex-diretor do da Fundação Kellogg. Um dos passos para isso é escutar o jovem, acredita um dos membros do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Rui Mesquita, Program Associate da Fundação W.K. Kellogg para a América Latina e o Caribe. Ele lembra da 1ª Conferência Nacional da Juventude, realizada em abril deste ano com a participação de 400 mil pessoas, que definiu 22 políticas públicas prioritárias para o segmento. Legitimadas por movimentos juvenis de todo o Brasil, além de temas como educação e trabalho, as proposições abarcam cultura, saúde e sexualidade, participação política, meio ambiente, segurança e direitos humanos, diversidade e políticas afirmativas, esporte e lazer, fortalecimento institucional da política da juventude, mídia e tecnologia da informação, drogas, cidades, família, campo, povos e comunidades tradicionais. “Essas demandas podem ser caminhos que os associados e, por extensão, do investidor social brasileiro, adotem para a diversificação de seus projetos”, acredita Rui. Contexto Segundo o Censo Juventude, é possível ter uma medida da amplitude e da diversidade que tem ganhado esta questão, no plano internacional, quando a juventude entrou na agenda de dois atores muito diferentes na sua constituição e propósito: o Banco Mundial e o Fórum Social Mundial. O primeiro, entre suas ações, produziu recentemente o “Relatório de Desenvolvimento Social 2007: o desenvolvimento e a próxima geração”. O segundo, inclui, desde sua primeira edição, um espaço especial para os jovens, consubistanciado pelo no Acampamento Internacional da Juventude, que, na última edição no Brasil, em 2005, reuniu 35 mil jovens de diferentes países. No plano continental, a articulação dos países da América Latina com dois países ibéricos ligados à sua história (Portugal e Espanha) gerou uma série de cooperação intergovernamental, fomento e estímulo para a implantação de uma agenda voltada para a Juventude: desde 1987, a realização de Conferências Intergovernamentais sobre Políticas Públicas de Juventude e a estruturação da OIJ (Organização Ibero-americana de Juventude) são os principais marcos. O Brasil, polarizado por uma agenda interna diferenciada, incorporou-se a essa movimentação um pouco mais tarde, com algumas singularidades. No período sbsequente à reestruturação democrática e ao processo constituinte, quando se reoganizaram as pautas referentes aos direitos e às políticas públicas, o esforço da movimentação social ficou concentrado no tema urgente e dramática da infância e da adolescência, que pautou a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Apenas mais recentemente, depois da segunda metade dos anos 1990, é que a “questão da juventude” entrou efetivamente na pauta. É a partir desse período que se pode observar “a passagem das políticas de Juventude como estado de coisas para a formação de uma agenda pública que considera os jovens como um problema político, isto é, como objeto especifico de intervenção do Estado”, aponta o Censo. No plano governamental, assistimos à proliferação de organizamos gestores específicos de Juventude nos âmbitos municipal, estadual e federal, principalmente com a proposição e criação da Secretaria Nacional da Juventude e do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), ambos definidos por decreto presidencial em 2005, além de iniciativas no Legislativo, como a criação da Frente Parlamentar, que desenvolve o debate sobre a elaboração de um plano nacional para o segmento. No que cerne as políticas públicas, o programa federal mais significativo foi o o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM). Executado em parceria com os governos estaduais e o Distrito Federal, por meio dele, jovens entre 18 e 24 anos que não concluíram o ensino fundamental têm oportunidade de elevar seu grau de escolaridade, tal como oferece qualificação profissional voltada à inclusão social e estimula a prática de ações comunitárias e o exercício da cidadania. O jovem matriculado no ProJovem recebe um benefício de R$ 100,00 mensais durante o período do curso (12 meses), desde que cumpra as metas estipuladas e tenha freqüência mínima de 75% nas aulas. Segundo o secretário executivo do Conjuve, José Eduardo de Andrade, as previsões orçamentárias para o programa ficaram em torno de R$ 4 bilhões para os próximos três anos. “Mas é uma previsão, pode não ocorrer. Daí a importância do ISP nessas ações. Esses investidores estão na vanguarda das ações sociais”, alega. Organizações de origem privada Tal como nas políticas governamentais, também foi crescente o número de ações realizadas por diversas entidades da sociedade civil organizada e do setor empresarial. Movimentos de articulação público-privadas, na busca de parâmetros para programas e na criação de redes sociais. De acordo com a pesquisa “As fundações privadas e as associações sem fins lucrativos no Brasil”, que levantou dados sobre 275.895 entidades, em 2004, houve um crescimento de organizações voltadas para a promoção e defesa dos direitos (em especial das crianças e adolescentes). Promovido pelo IBGE, IPEA, GIFE e Abong, o levantamento mostrou que esse tipo de entidade representava 16% do total, sendo que ¾ delas foram criadas a partir de 1990. Em 2006, o IBGE realizou uma nova pesquisa, focada neste último conjunto, sobre as “Entidades de Assistência Social Privada sem Fins Lucrativos” (PEAS), em que se notou a importância do público adolescente e jovem como foco das ações: das 16.089 entidades pesquisadas no país, 51,7% desenvolvem ações que envolvem pessoas com idades entre 15 e 24 anos; 46% na faixa de 7 a 14 anos. Outro estudo, este realizado pelo Ipea em 2006, diagnosticou que, entre os anos de 1999 e 2003, os jovens começaram a despontar como um grupo significativo nas empresas que realizam ações sociais. O percentual de organizações do setor privado com projetos para o segmento cresce de 23% (em 1999), para 39% (2003), com foco principalmente na qualificação profissional.
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  Professor da FGV explica a geração Y

Submitted By:   prfarine
Author Name:  João Baptista Brandão, da Fundação Getúlio Vargas
Published:  2008-06-06

Website:  http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=48474
  Description:   João Baptista Brandão, da Fundação Getúlio Vargas, escreve artigo exclusivo para InformationWeek Brasil e IT Web Quem é o "cara" que está chegando ao mercado de trabalho ou que, mesmo empregado, está "procurando novos espaços e oportunidades" - estes, muito disponíveis para mudar de emprego? A QUESTÃO DO SENTIDO Ele é o tio, embora bastante jovem - até 35 anos mais ou menos - daquele pirralho que, ao receber como resposta um "porque não" (ou "porque sim") rebate de bate-pronto: "Porque-não não é resposta!". Conclusão: o cara está acostumado a mostrar sentido para os outros - exatamente porque ele também precisa encontrar sentido no que está fazendo ou no que lhe pedem para fazer. Portanto, empresas e gestores: ou vocês oferecem sentido, ou "perdem o cara" (literalmente, porque ele pode ir embora, ou, o que é pior, ele pode ficar mas vocês podem perder o entusiasmo dele, a coragem dele, o tesão dele - isto é, vocês ficam com um ser humano "estragado", com prejuízos para todos). Leia também: Entrevista com Don Tapscott sobre os anseios da geração y. A RESPONSABILIDADE Ele é muito responsável. Com aquilo pelo qual é responsabilizado. Assim, ele pode sair no meio da tarde de uma quarta-feira "pesada", para ficar com a namorada que está febril; ele se sente também responsável por ela. E vai mandar para o chefe, de madrugada, por e-mail, o projeto pelo qual é responsável. O AMBIENTE DE TRABALHO Ele é alegre. Ele não concorda que um ambiente de trabalho sério tem que ser triste. Portanto, não estranhe se, quando a "casa parecer que está caindo", ele se comportar com um espírito leve; ele vai continuar enfrentando os desafios muito seriamente... mas nem por isso vai ficar triste... preocupado, sim, mas não infeliz. O SIGNIFICADO DA REMUNERAÇÃO Ele gosta de receber o combinado; aliás, ele entende salário como algo associado a orçamento - o salário é para "pagar as contas". Ele gosta mesmo é de "ganhar": ganhar bônus, premiação. Ele gosta de ganhar para poder "gastar" - em roupas, viagens, carro, computadores. O ENVOLVIMENTO NO TRABALHO Ele adora pular de site em site quando está navegando na internet. Não gosta, ou não tem paciência para coisas muito longas, demoradas. Aliás, ele consegue navegar na internet, ao mesmo tempo "falar" no messenger e, se for o caso, também falar, agora literalmente, no celular. Por isso, para "agarrá-lo", "quebre" os objetivos ou programas da empresa em projetos; projetos têm começo, meio e fim definidos, têm resultados palpáveis, têm superação evidente de obstáculos, oferecem oportunidades concretas de vitórias, em geral no curto prazo. Ele se "amarra" nisso. De preferência, o coloque em mais de um projeto - senão ele pode ficar aborrecido. A RELAÇÃO COM NORMAS, REGRAS E SUBORDINAÇÃO FUNCIONAL Não o engesse muito com normas bobas - principalmente com aquelas que claramente são burras -, com rígidas regras de vestimentas, com formalismos exagerados. Ele respeita as pessoas, e mesmo organizações, e gosta de ser respeitado, pelo caráter, pela transparência, pela espontaneidade. Ele se "subordina" a vínculos e não a cargos. Ele é mais auto-orientado que hetero-orientado; seu critério de julgamento, portanto, é a consciência e não a obediência. ACOMPANHAMENTO E RECONHECIMENTO Ele demanda muito feedback. Ele gosta de autonomia, mas "precisa" receber dicas de como está indo seu trabalho, sua performance - não só para corrigir alguma coisa mas, talvez, e talvez principalmente, porque ele é "movido" a elogios. Adora ser reconhecido. Por outro lado, o cara também precisa de ajuda. A INTELIGÊNCIA SOCIAL DO CARA Ele é um pouco "carente" em termos de inteligência social mais expandida. Algo como prestar atenção ou se interessar por algo ou alguém muito distante da sua "tribo"; ele pode passar por você, que ele vê como um distante e invisível "tio", e que está segurando a porta do elevador para ele sair, sem falar um rápido "obrigado" - às vezes, nem olha para você que, afinal, é um "invisível social". Sua percepção seletiva tem olhos e ouvidos, em geral, apenas para quem ostenta alguns dos símbolos externos da "galera". Mais um desafio para você, que se meteu a ser líder dele! Paradoxalmente, é engajado em questões mais amplas relacionadas à responsabilidade social das empresas e à dimensão ecológica. A "PROFUNDIDADE" CULTURAL DO CARA Ele tem também pouco "treino" com processos cognitivos escritos mais profundos ou complexos; assim, não é um grande leitor de obras literárias mais "densas". Também não tem "saco", e preparo, para ouvir ou produzir argumentações muito elaboradas - ele quer chegar rapidamente aos "finalmente". Por isso, você, líder de um cara desses, tem um papel crítico, o papel de "formador", estimulador para ajudá-lo a ser, daqui a dez anos, também um homem mais pleno, profundo, complexo. Se você conseguir isso, não será apenas um "belo" líder...em alguns casos, será também um mágico! O LIMIAR DE RESISTÊNCIA Esse cara não tem paciência para promessas do tipo "no futuro, lá na frente, você terá seu valor reconhecido, poderá ser promovido etc.". Ou com coisas tais como "aqui o funcionário tem que pastar, mostrar serviço por muito tempo no limbo, para só depois poder começar a sonhar com cargos mais elevados, com poder etc.". Em geral, ele não é orientado por fins; ele é orientado por meios - ele quer ter desafios agora, ter reconhecimento agora, viver bem agora. Em muitos casos, depois de seis meses na empresa já diz estar desmotivado porque não sabe direito quando vai ser diretor! Em suma: ele não lida muito bem com restrições, limitações, frustrações. E você, líder, se conseguir ajudá-lo nisso, não será apenas um mágico... Aí você já está se candidatando a santo! ENTÃO, POR QUE VALE A PENA CUIDAR BEM DO CARA? Mas, vale a pena, não? Afinal, é esse o cara que vai comandar as empresas e o país lá na frente. E que, agora, é uma das suas mais poderosas fontes de inovação - e, portanto, da competitividade da sua empresa. Além disso, ele não é apenas uma "promessa". Ele também pode ser bom agora. Ele aprende e trabalha com facilidade em rede; ele se interessa ou domina algumas dimensões ou expertises profissionais que geram processos ou produtos inovadores; possui intensa energia que resulta em superação de obstáculos com muitas restrições de qualidade, eficiência e tempo; ele está disponível para a ampliação de fronteiras geográficas, culturais ou de competências; ele não se conforma com desempenho medíocre. Enfim, "bem gerenciado", é um profissional que se pode chamar de "alta performance". VÁ SE ACOSTUMANDO... Por fim, um lembrete: não estranhe se ele ou ela te chamar de cara, quer você seja homem ou mulher. Este termo não obedece à questão de gênero. Mas se você for chamado de cara, isto não é falta de respeito. É sinal de cumplicidade... e isto é bom. Ah! Ia me esquecendo: não impeça o cara de começar suas frases, talvez todas as suas frases, com um sonoro "Meu..." (às vezes, o som é de "meo"). Se você fizer isso, ele pode ficar mudo! A propósito: esse cara tipifica o que se anda chamando de GeraçãoY. E que anda batendo à porta da sua empresa. Ensaio preparado por João Baptista Brandão, em maio de 2008, a propósito de uma entrevista solicitada pela InformationWeek Brasil a respeito do tema Desafios das empresas com a Geração Y. As características abordadas não são, logicamente, exclusivas dessa geração de até 35 anos mais ou menos; por outro lado, nem todos nessa faixa etária apresentam essas condições - muitos, e talvez mais do que seria desejável, reproduzem aspirações de gerações anteriores, privilegiando segurança, estabilidade etc. Muitos também têm muito medo de arriscar, de perder o emprego, de falar o que pensam, diferentemente desses seus contemporâneos da geração Y.
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  Os novos papéis de empresas, sindicatos e trabalhadores diante das transformações no mundo do trabalho

Submitted By:   prfarine
Author Name:  Fátima Cardoso, para Instituto Ethos
Published:  0000-00-00

Website:  http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=3600
  Description:   Uma conversa que leva à convergência. Assim Paulo Itacarambi, vice-presidente-executivo do Instituto Ethos, abriu o III Seminário Capital e Trabalho - Compromisso Estratégico para a Sustentabilidade, realizado no dia 12 de setembro, em São Paulo, pelo Portal Gestão Sindical, pelo Instituto Ethos e pelo Observatório Social. O evento reuniu representantes de sindicatos, da academia, de empresas e do governo para debater o tema sob quatro aspectos: o desemprego; a implementação da democracia participativa; a desigualdade e a concentração de renda; e a capacidade do Estado de criar condições de desenvolvimento sustentável. Paulo Itacarambi ressaltou que uma sociedade a caminho da sustentabilidade "demanda produtos e serviços sustentáveis, cujos impactos econômicos, sociais e ambientais sejam equilibrados". Nesse caminho, é fundamental que as empresas pratiquem ações de responsabilidade social, mas isso não é suficiente: "É preciso ter um mercado socialmente responsável e, para isso, é necessário criar mecanismos que desenvolvam esse mercado". Para ele, alguns pontos são obrigatórios na questão do trabalho em uma sociedade sustentável, como elevar os direitos humanos no Brasil ao mesmo patamar do desenvolvimento econômico. "A décima economia do mundo não pode conviver com esse nível de desrespeito aos direitos humanos, nem com essa desigualdade e essa concentração de renda", afirma. Mecanismos democráticos de participação dos trabalhadores também devem ser implementados pelas empresas. Além disso, é papel dos três níveis de governo liderar o processo político e criar mecanismos que reconheçam as empresas e os trabalhadores que já estão mudando as relações de trabalho. Um ponto fundamental, entretanto, é a incorporação da agenda do trabalho decente, quaisquer que sejam as relações de trabalho. Paulo Sérgio Muçouçah, consultor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, lembrou que há dois anos o Ministério do Trabalho e Emprego lançou a Agenda Nacional do Trabalho Decente, cujo objetivo é gerar mais e melhores empregos para combater a pobreza e a desigualdade social. Segundo a OIT, trabalho decente é "um trabalho produtivo, adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, eqüidade e segurança e capaz de garantir vida digna a todas as pessoas que dependam do trabalho para viver". Para o consultor, mais do que um conceito, "esse é um paradigma que aponta para estratégias de ação frente aos rumos da globalização e à crise mundial de empregos". No Brasil, de acordo com Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, estabelecer o trabalho decente ainda é um dos grandes desafios para o crescimento sustentável do país, ao lado do combate ao trabalho análogo ao escravo e ao uso de mão-de-obra infantil. O país, entretanto, tem avançado na meta de criação de empregos, proporcionados pelo crescimento em vários setores da economia nacional. Para o ministro, o acesso ao mercado de trabalho formal significa para um brasileiro muito mais do que garantir a renda no final do mês. "Na sociedade brasileira, a carteira de trabalho assinada é o mais forte elemento de cidadania. Isso aumenta a auto-estima e até a produtividade do trabalhador", afirma. Com o objetivo de preparar os trabalhadores para conseguir melhores empregos, os investimentos federais em qualificação profissional têm girado em torno de R$ 800 milhões por ano, segundo o ministro. "Qualificação dos trabalhadores, com responsabilidade social empresarial, é o que dá sustentabilidade ao crescimento da economia", acredita Lupi. Para Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o tom eufórico do ministro do Trabalho ao citar os números positivos da economia brasileira nos últimos anos é justificável. "Se, nos últimos 25 anos, o Brasil tivesse mantido a rota de expansão dos períodos anteriores, seria hoje a terceira economia do mundo e teríamos 90% de trabalhadores com carteira assinada, e não apenas 48%", afirmou. Pochmann lembrou que ainda há um déficit de quase 8 milhões de postos de trabalho no país. Entretanto, a criação de empregos para o futuro terá de ocorrer em um modelo diferente do que tem prevalecido nos últimos dois séculos. "Na economia capitalista, a inserção no emprego acontece pelo crescimento da atividade econômica e aumento da produção. Mas isso, hoje, é ambientalmente insustentável", disse Pochmann. De acordo com ele, um dos desafios para o futuro é a transição para a economia do imaterial. "O padrão do 'ter' está condenado, pois é insustentável do ponto de vista ambiental", atesta. "Temos hoje 1 bilhão de carros no mundo. Podemos chegar a 2 bilhões, mas aí vamos visitar a savana da Amazônia", ironizou, numa referência às previsões de que as mudanças climáticas poderão transformar boa parte da floresta em uma vegetação mais parecida com a do Cerrado. O deslocamento para o trabalho imaterial - ou seja, para a área de serviços - já está ocorrendo nos países mais desenvolvidos. Lá, segundo Pochmann, a maioria dos novos empregos gerados estão nessa área. Para isso, no entanto, é preciso investir muito mais em educação, e não apenas na qualificação profissional. De acordo com Pochmann, no futuro, diante de uma expectativa de vida que deve chegar aos 100 anos, não haverá motivo para as pessoas entrarem no mercado de trabalho antes dos 25 anos, o que lhes permitirá permanecer estudando até essa idade. "O trabalho imaterial exige conhecimento, não força física. E a educação deve formar as pessoas para a vida toda, não para entrar mais cedo no mercado de trabalho", diz Pochmann. Segundo ele, isso já acontece no Brasil, onde "os filhos dos mais ricos entram no mercado após os 25 anos de idade e mais bem preparados, ocupando os melhores empregos. Já os filhos dos mais pobres começam a trabalhar mais jovens, chegam mal preparados e ficam com as piores colocações". Este é o momento, segundo Marcio Pochmann, de ruptura com os padrões da sociedade urbana/industrial. Uma das transformações importantes é a extensão da jornada fora do local de trabalho. "Com as novas tecnologias, o trabalhador se tornou parceiro da produção. Com celular e acesso à internet, trabalha em qualquer lugar e a qualquer hora, resolvendo problemas ou lendo planilhas", explica. "Não há razão para que quem trabalha dessa maneira tenha uma jornada superior a 12 horas semanais no local de trabalho", completa Pochmann, indo muito além das pretensões do movimento sindical, que luta para que o Congresso Nacional aprove algum dos vários projetos de lei e propostas de emenda à Constituição que reduzem a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A própria atuação dos sindicatos, diante das transformações no mundo do trabalho, também passa por mudanças. Para o ministro Carlos Lupi, "a grande questão do sindicalismo moderno é dar aos trabalhadores melhores condições para, conseguirem acordos mais favoráveis, e também atuar por um pacto social, sentar à mesa com empresários e ver qual é o papel da empresa na vida das pessoas". Vários exemplos sobre essa nova forma de atuação já estão espalhados pelas empresas. Um deles é o Diálogo Social da Basf, uma rede que une os 5.000 trabalhadores da empresa na América do Sul e estabelece um canal de diálogo com a direção da companhia. A rede nasceu em 1999, por iniciativa dos funcionários, e conta hoje com o apoio da direção para que se fortaleça cada vez mais. "Essa é a nova realidade, e os gestores têm de aprender que as relações entre a empresa e os trabalhadores mudaram", afirma Wagner Brunini, diretor de Recursos Humanos da Basf. (Instituto Ethos)
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  Sentimento Pirata

Submitted By:   criscasty
Author Name:  Victor Chaves
Published:  2008-03-26

Website:  http://www.victoreleo.com/index_site.php
  Description:   "Nesse tempo, em que se discute tanto sobre o tema “pirataria”, vemos alguns segmentos em que a diferença de preço já se faz muito pequena. CD e DVD, hoje, já podem ser encontrados a bons preços em sua forma original. Isso se deve a uma reação das gravadoras, diante da necessidade de concorrer com os piratas. Porém, pouco se nota uma melhora nas vendas. Criamos sentimentos piratas dentro de nós mesmos e, sem sentir, agimos automaticamente, sem pensar. Dizemos que um artista vive de shows e que o preço do produto original é abusivo, antes mesmo de buscarmos informação própria e concreta, achando nisso, uma boa desculpa só para pagar menos por menos. Não nos preocupamos com o fato de que, somente através da distribuição, este produto chega até nós e a outras pessoas como foi realmente criado, em diferentes lugares. E para haver distribuição, é preciso que venda. Em outras palavras, se adquiro um produto pirata de um artista que gosto, sem saber, estou enfraquecendo o prestígio profissional deste artista e, quem sabe, minando a continuidade de sua carreira. É comum dizermos: “Do artistas que gosto, só compro original”. Mas fica difícil entender, visto que, se não gostamos de algo, porque iríamos comprar? Para aquilo que não gosto, qualquer preço é alto. Tomemos cuidado com a auto-pirataria de cada dia. Nossa necessidade de grandeza está em não sabermos onde escondeu-se nosso amor próprio. Por isso, pirateamos a auto-estima comprando roupas de marca, carros potentes, adornos finos e até pessoas, achando que, assim, tornarmo-nos mais poderosos e superiores. Não há nada de errado em ter conforto e prazer e é sabido que, muita vez, é preciso pagar para isso. Porém, a razão de se obtê-los é que deve ser medida. Podemos piratear o amor afetivo. Dizemos que amamos alguém, mas antes de amar-se, quem poderia, realmente, sentir amor pelo outro? Amar-se significa querer-se bem. Então, se me quero bem, desejo estar com quem faz-me bem. Há pessoas que se juntam a verdadeiros carrascos e inventam desculpas para sua posição passiva diante de alguém que simplesmente lhes faz mal. Mulheres com homens ciumentos e inseguros, por exemplo, dizem amá-los, mentindo para si mesmas dizendo que é o jeito deles, sendo que, um pouco de amor próprio poderia abrir-lhes os olhos para o que fazem: piratear o bem estar afetivo. Há homens que fogem de si mesmos, para não encarar sua insegura capacidade de buscar auto-afirmação em encontros extraconjugais. Outra forma de piratear o próprio sentimento. Nossas verdades pirateadas, muitas vezes, saem da TV, de revistas e de uma sociedade, quase totalmente, baseada em valores pouco sutis. Mas com um pouco de esforço, podemos ser nós mesmos. Aí sim, seremos originais. Ser original é seguir passos que ninguém deu, é fazer o que se sente e não o que lhe induzem, aprender com vivências próprias e não com noções distorcidas e preconcebidas do certo e errado, ser o primeiro a aplaudir diante de algo que o emocionou, sem medo do silêncio alheio. Você é um ser pirateado, com idéias impostas por sua criação, meio social e temores, ou é alguém disposto a apostar numa idéia mais alta, real e amorosa de si, a fim de tornar-se mais original?" Victor Chaves
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